Record envia comunicado chamando a Globo de “orgulhosa e arrogante”

Nesta sexta (2), a Record enviou um novo comunicado à imprensa, após os comentários do diretor da Globo Esportes, Marcelo Campos Pinto.

Nesta semana, a FIFA vendeu os direitos das Copas do Mundo de 2018 (Rússia) e 2022 (Catar) para a Globo, o que gerou revolta da Record, pois o fato aconteceu sem a abertura de licitação.

Na última quarta (29), a emissora enviou um primeiro comunicado expressando sua surpresa quanto a renovação e provocou a rede carioca: “A empresa que teve seu acordo prorrogado com a FIFA gosta de se auto intitular como um dos maiores grupos de comunicação do mundo. Em contrapartida, mostra em seus métodos que não aceita concorrência livre em que a melhor proposta seja a vencedora”. Leia mais aqui.

Logo depois, o diretor da Globo Esportes deu uma declaração polêmica para o UOL, onde disse que “A Globo está mil anos-luz à frente da Record”.

Diante disso, o vice-presidente de programação da Record, Honorilton Gonçalves, emitiu um comunicado chamando a concorrente de “orgulhosa e arrogante”.

O executivo também comparou as audiências das duas emissoras e disse que a Globo está em queda.


Confira o texto na íntegra:

“Diante das afirmações do Sr. Marcelo diretor da Globo ao Uol, é necessário esclarecer:


Como um diretor da Globo pode falar desta maneira trabalhando numa emissora que perde audiência todos os anos? O orgulho e a arrogância não permitem perceber a realidade provada pelos institutos de pesquisa: os brasileiros estão cada vez mais em busca de novas opções na televisão. E a Record simplesmente se propõe a ser uma delas.


Há cinco anos a Globo tinha 15 pontos de audiência a mais que a Record na média do dia na Grande São Paulo. Hoje, a diferença despencou para 7 pontos, como mostram os números consolidados de fevereiro. Curioso, aliás, este diretor usar de tanta soberba justamente quando a Globo registra o pior fevereiro, em audiência, de toda a sua história.


Nas transmissões esportivas, das quais o diretor da Globo fala com tanta prepotência, a situação é ainda mais grave. Entre os anos de Copas do Mundo de 2002 até 2010, por exemplo, os jogos da seleção caíram em audiência 29%, ou seja, um em cada três telespectadores abandonaram a suposta qualidade da Globo para assistir aos jogos do Brasil por outros caminhos.


No tratamento dos Jogos Pan-Americanos, a mesma arrogância: a Globo ignorou o evento durante vários anos seguidos. Em 2003, a emissora transmitiu inacreditáveis 29 minutos do Pan de Santo Domingo. Ano passado, em Guadalajara, a Record exibiu 140 horas de eventos da segunda mais importante competição olímpica mundial. E apesar das dificuldades enfrentadas com a qualidade do sinal internacional de transmissão, lideramos a audiência em vários jogos, competições e em diversas capitais brasileiras.


O que os diretores da Globo não entendem, ou não querem entender, é que o telespectador é o grande responsável por estas novas escolhas. Arrogância típica de quem não tolera concorrência, como aconteceu esta semana nas sombrias negociações pelos direitos das Copas de 2018 e 22.


No Comitê Olímpico Internacional é diferente. Houve uma licitação para os Jogos Olímpicos de 2016 e, ao contrário do que tenta sugerir o referido funcionário da Globo, a Record conquistou os direitos para televisão aberta assim como a sociedade Globo-Bandeirantes também. Na mesma disputa e ao mesmo tempo foram proclamados os resultados, sem privilégios ou prioridades.


Honorilton Gonçalves, vice-presidente de Programação – Rede Record”.

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