Opinião: A Vida da Gente, uma obra de arte no horário das seis

A trama de Lícia Manzo voltou a encantar o público noveleiro!

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Manuela, Rodrigo e Ana, personagens protagonistas de A Vida da Gente (Foto: Reprodução)

Novela bem feita, atemporal e aclamada! São estes adjetivos que fazem parte da história crônica da trama “A Vida da Gente”, de Lícia Manzo. Texto este que conquistou o público brasileiro e foi a novela escolhida para a reprise às 18h00.

Digna de uma novela das 21h, o que rendeu muitas comparações de Lícia a Manoel Carlos, “A Vida da Gente” é uma bela trama no horário das seis. Na primeira fase, tudo gira em torno das irmãs Ana (Fernanda Vasconcelos) e Manuela (Marjorie Estiano).

Filhas de uma mulher ambiciosa como, Eva (Ana Beatriz Nogueira), faz as duas irmãs em determinado momento sair da casa da mãe egoísta. Logo em seguida, Ana e Manuela sofrem um acidente, por este motivo, Ana fica em coma por 5 anos e tem uma filha, fruto do relacionamento com Rodrigo Macedo (Rafael Cardoso).

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Então, Manuela após o acidente decide cuidar da filha da irmã e casa-se com Rodrigo. Após 5 anos, Ana que ficou sob os cuidados do médico Lúcio, acordou do coma e viu sua vida completamente diferente depois do acidente.

Manuela feliz ao ver a recuperação da irmã, fica triste ao poder perder o amor de Rodrigo e da filha, Julia. Rodrigo, ao mesmo tempo, fica confuso ao relembrar o seu amor por Ana e o construído por Manuela. Após um determinado momento, Ana, Manuela e Rodrigo juntam-se em prol da pequena Júlia, acometida por um problema de saúde, mostrando o cotidiano das relações.

Com novelas a cada dia mais engessadas, previsíveis e com situações até inusitadas no texto, “A Vida da Gente” pregoa como um alívio para os amantes das tramas bem construídas. Sem um texto 360 graus ou mudanças equívocas, a novela de Lícia Manzo representa muito bem as relações humanas, no seu sentido mais bonito da palavra.

Com uma nuance de tempo, Lícia construiu um diálogo capaz de sincretizar a vida como ela é, cheia de adições, contradições, reencontros e que só o amor é capaz de unir e projetar relações.

A trama nada deve a uma trama das 21h! Principalmente, após a TV Globo passar por uma certa crise em audiência e, até, alguns textos duvidosos perante a faixa das 9, Lícia vem trazendo à tona os traços familiares trabalhados com requinte.

A Vida da Gente se mostra como uma obra de arte, bem lapidada. Núcleos bem construídos, relações e seus sentimentos entre o remorso e a perda, entre a luta e a glória, faz com que a trama das seis seja uma obra de arte da TV aberta, fato este que, A Vida da Gente foi eleita como a décima novela melhor de todos os tempos pelo jornal espanhol 20 minutos.