No mês de aniversário da CNN, a festa é na Record News

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Record News (Foto: Reprodução).

Em março de 2020, a expectativa no mercado das emissoras de TV dedicadas ao jornalismo era a estreia da CNN, a nova concorrente para a líder Globo News, que chegava para brigar pela liderança. E já no mês de lançamento, a novata ficou em décimo sétimo no ranking geral PNT, da Kantar Ibope, o mais abrangente da empresa e que mostra o panorama geral das emissoras.

E a maioria das pessoas nem citava a Record News, canal de hard News do grupo Record TV, que ocupava a vigésima sétima posição no ranking PNT.

Um ano depois, na comemoração do primeiro aniversário da “maior do mundo” no Brasil, a festa é dupla entre as segmentadas. A CNN pode comemorar seu primeiro ano no país, com boas coberturas, um elenco muito grande (e caro) e a fixação da sua marca.

E a Record News festeja um crescimento digno de estudo de caso. Em março de 2021, a emissora atingiu o décimo segundo lugar no ranking PNT, a maior posição da sua história, com 117% a mais de audiência que a concorrente mais nova (a CNN ficou em vigésimo quinto lugar, subindo doze posições em comparação ao mês anterior).

E o que ocorreu entre essas duas emissoras nestes doze meses passados, que pode explicar esses números?

A CNN começou com um elenco impressionante, muito dinheiro para investir e um CEO com experiência de mercado. Um ano depois, algumas de suas estrelas pediram para sair, sua grade de programação ainda muda a cada mês e recentemente a empresa perdeu seu principal executivo e um dos principais responsáveis pela implantação da emissora.

Em uma movimentação que surpreendeu o mercado e ainda não ficou totalmente claro o motivo da mudança. E parece ter se fixado em terceiro lugar na briga entre os canais de jornalismo, liderada pelo Globo News.

Na segunda colocada nessa disputa, a Record News, o investimento é mínimo, não houve quase nenhuma mudança de elenco (com um quadro bem enxuto, a emissora tem apenas sete apresentadores e um comentarista, menos que muitos programas da concorrente, que chega a dividir a tela de alguns jornais com ate cinco apresentadores simultâneos) e o pacote gráfico do maior jornal diário, o Hora News, é simples.

A única mudança significativa na emissora nesse ano que passou foi nos bastidores, com a chegada do jornalista Thiago Feitosa como diretor de jornalismo, e de Reinaldo Gilli, novo presidente conhecido no grupo por seu conhecimento em tecnologia e inovação. Parece que foi suficiente para essa mudança de posicionamento.

Vamos agora aguardar para ver o que o segundo ano da CNN pode apresentar, e se essa fase da Record News ainda vai nos surpreender positivamente. De todo jeito, quem ganha com essa concorrência é o telespectador, que tem opção na busca pela informação, algo tão importante nos dias de hoje.