Morre Ennio Morricone, aos 91 anos

O gênio da música e do cinema chegou a escrever seu próprio obituário.

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Ennio Morricone (Foto: Foto: ROBYN BECK / AFP / CP).

Faleceu nesta segunda-feira (06), Ennio Morricone, aos 91 anos, em Roma na Itália. O maestro e compositor, estava internado há 10 dias, após sofrer uma queda e fraturar o fêmur.

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Em comunicado divulgado por Giorgio Assuma, advogado e amigo do artista, informa que Ennio faleceu “Nas primeiras horas de 06 de Julho, no conforto de sua família”. Ainda segundo o comunicado, o maestro permaneceu lúcido e se despediu de sua esposa, Maria Travia.

Ainda segundo Assuma, Ennio quis escrever seu próprio obituário em primeira pessoa, e se despediu de sua esposa, filhos e amigos. Confira o texto escrito pelo maestro abaixo:

Ennio Morricone está morto. Anuncio a todos os amigos que sempre estiveram próximos de mim e também aos que estão um pouco distantes e os saúdo com muito carinho.

Impossível nomear a todos. Mas uma lembrança especial vai para Peppuccio e Roberta, amigos fraternos muito presentes nos últimos anos de nossa vida. Há apenas uma razão que me leva a cumprimentar todos assim e a ter um funeral privado: não quero incomodá-los.

Saúdo calorosamente Inês, Laura, Sara, Enzo e Norbert por terem compartilhado grande parte da minha vida comigo e com minha família. Quero lembrar com carinho as minhas irmãs Adriana, Maria, Franca e seus entes queridos e que elas saibam o quanto eu as amava.

Uma saudação completa, intensa e profunda aos meus filhos Marco, Alessandra, Andrea, Giovanni, minha nora Monica e aos meus netos Francesca, Valentina, Francesco e Luca. Espero que eles entendam o quanto eu os amava.

Por último mas não menos importante (Maria). Renovo a você o extraordinário amor que nos uniu e que lamento abandonar. Para você, o adeus mais doloroso”.

Vida e obras de Ennio Morricone

Morricone nasceu em 10 de novembro de 1928, em Roma, e começou a compor aos seis anos. Em 1961, aos 33 anos, estreou no cinema com a música de “O Fascista”, de Luciano Salce.

Ele escreveu para filmes, programas de televisão, canções populares e orquestras, mas foi sua amizade com o diretor italiano Sergio Leone que lhe trouxe fama. Ele se dedicou muito às canções para o gênero “spaghetti westerns” que consagraram Clint Eastwood na década de 1960.

Entre as mais de 500 trilhas sonoras para cinema e televisão em seu currículo, há composições para filmes como “Três Homens em Conflito”, “A Missão”, “Era uma Vez na América”, “Os intocáveis”, “Cinema Paradiso”, entre outros.

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