Processo contra Felipe Neto por corrupção de menores é arquivado pela Justiça do RJ

Parecer alega que o suposto crime não fez nenhuma vítima

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(Reprodução)
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A juíza Daniella Alvarez Prado, da 35ª Vara Criminal, acatou a recomendação do MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) de arquivar o processo contra Felipe Neto por corrupção de menores.

Na investigação iniciada em novembro do ano passado, a Polícia Civil do Rio o acusava de divulgar material impróprio para crianças e adolescentes sem limitar a classificação etária dos vídeos em seu canal no YouTube.

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Na época, o influenciador digital usou as redes sociais para protestar contra o indiciamento e afirmou ser vítima de perseguição política. “Baseado em denúncias caluniosas feitas pela articulação do ódio bolsonarista, um delegado decidiu me indiciar sem apurar nada ou fazer qualquer investigação”, disse. “Confiamos inteiramente na Justiça. Já esperávamos isso e estamos 100% tranquilos.”

Ele também comentou que os vídeos em questão eram “de vários anos atrás, quando eu falava palavrão e fazia piada com sexo, como inúmeros youtubers”. “Até o dia de hoje, praticamente ninguém põe classificação indicativa no YouTube”, explicou.

Em um parecer, o promotor Alexandre Themistocles, da 2ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada, alega que o suposto crime não fez nenhuma vítima. “Não há nenhum elemento a autorizar o reconhecimento de que o investigado tenha agido para satisfazer a própria lascívia. Não há notícia da existência de qualquer vítima”, escreveu o promotor.

Themistocles também acrescentou que já foi celebrado um “compromisso de ajustamento de conduta” com a Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Infância e Juventude para a correta classificação etária dos vídeos do youtuber apontados como provas do crime.

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Delegacia é a mesma que indiciou Fellipe Neto por supostamente caluniar e difamar o presidente Bolsonaro

Felipe Neto foi indiciado pela DRCI (Delegacia de Repressão a Crimes de Informática) do Rio de Janeiro, a mesma que o intimou em março deste ano a depor por ter chamado o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de “genocida”.

O processo sobre Bolsonaro foi aberto após o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente da República, protocolar uma notícia-crime contra Felipe Neto na DRCI, que tem como titular o delegado Pablo Dacosta Sartori. O influenciador digital foi convocado a depor com base na LSN (Lei de Segurança Nacional), criada durante o período da ditadura militar no país, por supostamente caluniar e difamar o presidente.

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Em maio, o processo teve parecer do MP-RJ favorável ao arquivamento. Na última segunda-feira (3), Felipe Neto chegou a declarar “vitória” ao compartilhar um parecer favorável ao trancamento do processo sobre o presidente da República por “flagrante ilegalidade” na denúncia.

Ao G1, o youtuber comentou a decisão do arquivamento da denúncia: “A decisão proferida hoje pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro restabelece, ainda que depois de muito desgaste, a verdade e a justiça. Desde o início ficou claro que o objetivo era apenas me intimidar, me silenciar. É um escândalo que esse absurdo esteja acontecendo no Brasil. O Poder Judiciário felizmente vem agindo contra a perseguição político-ideológica que muitas pessoas estão sofrendo”.

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