Após crítica a “saidinha” de Nardoni, padre Fábio de Melo abandona o Twitter

Padre Fábio de Melo (Ramón Vasconcelos/TV Globo)
Padre Fábio de Melo (Ramón Vasconcelos/TV Globo)

Muito ativo nas redes sociais, incluindo o Twitter, o padre Fábio de Melo decidiu abandonar a rede social de microblogging na manhã desta sexta-feira (09/08). Sua decisão foi tomada após ser alvo de haters devido a um desabafo sobre a liberação de presos no dia dos pais. Na publicação, ele citou o caso de Alexandre Nardoni. “Não entendo de leis, mas a ‘saidinha’ deveria ser permitida somente no dia de finados. Para que visitassem os túmulos dos que eles mataram”, disse o padre.

Alguns seguidores não gostaram da postagem, repudiando-a nos comentários. “Não entendo muito de Bíblia, mas não tinha alguma coisa lá sobre perdão?”, questionou um seguidor. “Não entende de leis e parece que de Bíblia também não”, disse outro. “Olha que declaração para um padre, cujos ensinamentos falam de perdão, compaixão, regeneração, abstenção de julgamento e pacificação”, observou mais um.

Após a enxurrada de comentários contrários a seu post, o padre se pronunciou em tom de despedida. “Meus queridos, vou ficando por aqui. Tenho uma saúde emocional a ser cuidada. Sei o quanto já provei a solidão provocada pela depressão, pelo pânico. Tomar remédios só faz sentido quando evitamos os gatilhos dos desconfortos. Este lugar deixou de ser saudável pra mim. Obrigado!”.

Em defesa do seu modo de pensar, ele escreveu: “Desde ontem, quando expressei minha indignação sobre a “saidinha”, estou sendo acusado de justiceiro, desonesto, desinformado, canalha e outros nomes impublicáveis. Só reitero. Já atuei na pastoral carcerária. Sei sobre a necessidade da ressocialização dos presos.”

Para finalizar, em tom de despedida, o padre deixa a última mensagem: “Agradeço muito o carinho que sempre recebi aqui. Eu me divertia muito com vocês. Obrigado pelos amigos que fiz. Rezem por mim.” e finaliza.

Será que o padre vai mesmo abandonar o Twitter ou apenas passará um tempo longe para esperar “a poeira abaixar”?

Por Ítalo Prata, para o ADTV.

Comentar sobre